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Bancos veem exagero na alta de 10% do dólar pós-eleição; Goldman vê R$ 5,25 em 12 meses

O dólar subiu 10,33% desde 23/10. Goldman projeta R$ 5,25 em 12 meses, Wells Fargo vê R$ 5,30 e a Capital Economics eleva a meta para R$ 5,50.

O dólar acumula alta de 10,33% contra o real desde 23 de outubro de 2026, último pregão antes do segundo turno, e vários bancos estrangeiros avaliam que o movimento passou do ponto, segundo o InfoMoney de 7 de novembro. A projeção mais baixa é a do Commerzbank, R$ 5,20 para o fim do ano.

O que os bancos projetam para o dólar?

Os bancos citados pelo InfoMoney apontam um dólar entre R$ 5,20 e R$ 5,50, abaixo ou no nível da PTAX de venda de 6 de novembro de 2026, R$ 5,5013, segundo o Banco Central. A tabela compara cada número com essa cotação.

Instituição Projeção Prazo Diferença para R$ 5,5013
Commerzbank R$ 5,20 fim de 2026 -5,5%
Wells Fargo R$ 5,30 valor justo -3,7%
Capital Economics R$ 5,50 (antes R$ 5,40) fim de 2026 0,0%
Goldman Sachs R$ 5,45 3 meses -0,9%
Goldman Sachs R$ 5,35 6 meses -2,7%
Goldman Sachs R$ 5,25 12 meses -4,6%

O Wells Fargo ampliou a posição vendida em dólar, ou seja, aposta em queda da moeda americana. A Société Générale encerrou as posições vendidas em dólar e euro contra o real e disse que não aposta, por ora, em nova disparada. O Goldman Sachs afirma que o câmbio se estabilizou em torno de R$ 5,40.

Quanto o dólar subiu na semana da eleição?

O dólar à vista subiu 9,04% na semana encerrada em 30 de outubro, a maior alta semanal desde outubro de 2008, e fechou a R$ 5,44, segundo o Metrópoles. No mesmo intervalo o Ibovespa caiu 18,12% e fechou aos 167.921 pontos, a maior queda semanal desde 2020. O segundo turno foi em 25 de outubro, com a reeleição do presidente Lula.

Pela PTAX, a taxa de referência do Banco Central, a cotação foi de R$ 5,0377 em 23 de outubro para R$ 5,5007 em 26 de outubro, uma alta de 9,2% em um único pregão. Em 6 de novembro, ficou em R$ 5,5013, o maior valor da PTAX em 2026. A mínima do ano foi R$ 4,8973, em 11 de maio.

O que cada projeção significa para quem tem dólar lá fora?

Quem tem US$ 10 mil em uma conta nos Estados Unidos tinha R$ 55.013 em 6 de novembro. Se o dólar chegar a R$ 5,25 em 12 meses, como projeta o Goldman, os mesmos US$ 10 mil valeriam R$ 52.500, ou R$ 2.513 a menos, sem que o ativo caia um centavo em dólar. Com R$ 5,20, a diferença seria de R$ 3.013.

O inverso vale para quem pretende converter reais em dólar. R$ 50 mil convertidos a R$ 5,0377 (23 de outubro) renderiam US$ 9.925. A R$ 5,5013, renderiam US$ 9.088, ou US$ 837 a menos. Uma queda para R$ 5,25 devolveria parte disso: US$ 9.524.

Projeção de banco não é cotação futura. A própria Capital Economics subiu a sua meta de R$ 5,40 para R$ 5,50 depois da eleição, e o intervalo entre a menor e a maior previsão da lista, 30 centavos, equivale a 5,5% sobre a PTAX de 6 de novembro. O número serve de régua para planejar remessas e aportes, não para prever o dia seguinte.

A PTAX e o dólar à vista também diferem. A PTAX é uma média de quatro janelas de consulta ao longo do dia; o dólar à vista é o fechamento do mercado. Por isso o percentual de 10,33% do InfoMoney, que parte do fechamento de 23 de outubro, não bate com os 9,2% que a PTAX registra entre as mesmas datas.

Fontes: InfoMoney, 7/11/2026; Metrópoles; API PTAX do Banco Central.

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