Novo ETF com 100% de exposição ao Ethereum estreia na B3; Bolsa chega a 5 ETFs de criptomoedas

Lançado pela Hashdex, ETHE11 será o segundo de Ethereum do Brasil, com preço inicial de R$ 50 e taxa de administração de 0,7% ao ano

SÃO PAULO – Em uma onda de novos produtos relacionados a criptomoedas no mercado brasileiro, estreia nesta quarta-feira (18), o quinto fundo de índice (ETF, na sigla em inglês) de moedas digitais da B3, o segundo com exposição de 100% ao Ether (o token da rede Ethereum).

Criado pela gestora Hashdex, o Hashdex Nasdaq Ethereum Reference Price será negociado com o código ETHE11. Ele tem preço inicial de R$ 50, com taxa de administração de 0,7% ao ano.

Esse ETF irá espelhar o Hashdex Nasdaq Ethereum ETF, um fundo constituído nas Ilhas Cayman que oferece aos investidores exposição ao Ether. Esse fundo, por sua vez, visa a replicar o Nasdaq Ethereum Reference Price (NQETH), índice desenvolvido pela Nasdaq para calcular em tempo real o preço do Ether.

“O Ethereum é uma das principais plataforma que servem como base para uma nova evolução da internet, a chamada Web 3.0. O seu token, o Ether, é o combustível que move essa nova internet e tem um grande potencial de valorização à medida que a tecnologia evoluir e sua adoção aumentar”, disse Samir Kerbage, CTO da Hashdex, em comunicado à imprensa.

A Hashdex foi a primeira gestora a lançar um ETF de criptomoedas no Brasil, o HASH11, que reflete uma cesta de moedas digitais e sofre rebalanceamentos trimestrais. Além disso, neste mês eles lançaram o BITH11, chamado de primeiro ETF verde de Bitcoin do Brasil.

Segundo a gestora, o BITH11 foi desenvolvido com a intenção de neutralizar as emissões de carbono decorrentes de investimento em Bitcoin.

Outros ETFs cripto

O brasileiro ainda conta com mais dois ETFs de criptomoedas disponíveis no mercado, ambos da QR Capital.

Lançado em julho, o QBTC11 foi o primeiro ETF da América Latina com 100% de exposição ao Bitcoin. Com taxa de administração de 0,75% ao ano, o produto replica o índice CME CF Bitcoin Reference Rate, referência dos contratos futuros de Bitcoin negociados pela bolsa americana “Chicago Mercantile Exchange Group”.

Já no início deste mês, a gestora lançou o QETH11, o primeiro ETF da América Latina com 100% de exposição à moeda Ethereum. Ele também possui taxa de administração de 0,75% ao ano e busca replicar o desempenho do índice CME CF Ether Reference Rate, que acompanha o preço do Ether em dólares.

Por que investir em Ethereum?

Assim como os computadores pessoais e a internet transformaram mercados e indústrias, blockchains são os catalisadores de uma nova era disruptiva

As plataformas de computação migraram do mainframe, para cliente-servidor e depois para cloud, essas transições criaram valor que foram transferidos de uma geração para a próxima. Computação em Blockchain pretende substituir a computação em nuvem.

O Ethereum está formando uma organização em nuvem unificada, distribuída e autônoma. Essa rede distribuída geograficamente garante maior segurança da rede e evita falhas.

Datacenters dos principais provedores de nuvem centralizados:

Fonte: Atomia, “Comparing the geographical coverage of AWS, Azure and Google Cloud”, novembro de 2016

Mineradores de Ethereum:

Fonte: Carlos Matallín, “Ethereum Nodes Map”, 2017. Dados obtidos em https://www.ethernodes.org/

Ethereum é a Principal Plataforma para a Web 3.0, as aplicações de Smart Contracts são a base da Web 3.0, que tem o potencial de transformar diversos mercados e setores, como a internet e o mercado financeiro.

Ecossistema de Smart Contracts – A tecnologia de smart contract permite que qualquer pessoa possa desenvolver aplicativos e soluções com diferentes propósitos na rede Ethereum. Quanto mais esses serviços descentralizados forem utilizados, maior será o valor da plataforma medido pelo preço de seu
token, o Ether.

Assim como a internet, criptoativos devem impactar todas as indústrias, negócios cujo principal valor agregado é atuar como elo de confiança estão sob risco de serem disruptados.

Crescimento das Plataformas de Smart Contracts – Apesar do surgimento de concorrentes, o Ethereum é, hoje, a plataforma com maior tamanho, crescimento e efeito de rede.

A plataforma global para aplicativos descentralizados (DApps) – A rede Ethereum atrai usuários de uma variedade de setores, criando oportunidades e relacionamentos com organizações por meio de seus recursos de construção de aplicativos. Hoje, essa rede é composta por aproximadamente 3000 Dapps.

Ethereum 2.0 Importante driver de valor nos próximos meses – A plataforma do Ethereum está em constante evolução, com objetivo de tornar a rede mais segura e escalável, levando a rede para o próximo patamar de adoção.

Apesar da volatilidade, o Ethereum foi um dos ativos com melhor performance nos últimos anos.

Tendência: o fenômeno dos ETFs no Brasil e no mundo – Investidores vêm preferindo fundos listados em bolsa levando o mercado de ETFs a crescer anualmente em trilhões de dólares.