Estreia hoje do primeiro ETF de Bitcoin na Bolsa Brasileira – cota inicial é de R$ 100

Com taxa de administração de 0,75% ao ano, o QBTC11 replica o índice “CME CF Bitcoin Reference Rate” e tem alíquota de 15% de IR

O Bitcoin (BTC) ganha nesta quarta-feira o primeiro fundo de índice dentro da bolsa brasileira, estando cada vez mais na carteira dos investidores. Negociado sob o código “QBTC11”, o ETF da QR Asset Management, do grupo QR Capital, é o primeiro ETF da América Latina com 100% de exposição ao Bitcoin. A negociação do produto foi autorizada em março pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Com taxa de administração de 0,75% ao ano, o QBTC11 replica o índice “CME CF Bitcoin Reference Rate”, referência dos contratos futuros de Bitcoin negociados pela bolsa americana “Chicago Mercantile Exchange Group”. A cota inicial é de R$ 100.

“O QBTC11 permite a investidores se protegerem do risco cambial se expondo a um ativo dolarizado e altamente líquido – o Bitcoin, maior de todas as criptomoedas, tem volume de movimentação diário superior a R$ 100 bilhões, ou cerca de quatro vezes o volume da própria B3”, destacou a QR Asset, em nota.

Assim como na maioria dos fundos de índice (com exceção do ETF de fundos imobiliários, no qual a alíquota é de 20%), a cobrança do Imposto de Renda é de 15% sobre o ganho obtido nas negociações, independentemente do período aplicado.

Mesmo sendo o produto exclusivo do Bitcoin, na classificação de criptomoedas esse é o segundo ETF, o primeiro é o HASH11 DA Hashdex, lançado em abril e possui seis criptomoedas em sua carteira (Bitcoin, Erhereum, Stellar, Litecoin, Bitcoin Cash e Chainlink).

Agora, com a estreia do ETF da QR Asset, o mercado de criptoativos fica ainda mais acessível para o investidor de varejo, que antes dos ETFs precisava recorrer à compra direta dos ativos nas corretoras especializadas ou via fundos de investimento, que possuem taxas mais altas para aplicação, para ter exposição à classe.

O Bitcoin caiu forte nos últimos dias, chegando a perder 50% de valor desde a máxima atingida no fim de abril, em um cenário em que a China tem fechado o cerco sobre os mineradores e sobre empresas que fazem operações com criptomoedas. 

Fonte: Infomoney